quinta-feira, 24 de abril de 2008

NAKOMBI

Restaurante japonês chiquérrimo? Quem dera!!! A kombi a que me refiro é outra... aliás, beeeeeeeeeem outra! Falo ( e agora escrevo) é sobre aquela espécie de veículo que lembra um compacto pão-de-forma sobre rodas e que costuma fazer sanduíche de gente abarrotaaaaaaaado de recheio! Confesso: eu me sinto humilhada quando ando de Kombi. Fuuuuuuuuuuujo dela com tanta energia quanto aquela que procuro colocar na minha bomba, mas, às vezes, especialmente residindo na Curicica, o encontro (ou seria melhor dizer confronto?) é inevitável. E Murphy, se não for o dono, é fiscal das cooperativas. Fato!
Dizem que o cachorro sente quando alguém tem medo dele e avança mesmo! Acho que com Kombi é igual. Tudo de mais horroroso que pode acontecer dentro daquela coisa acontece nas raras vezes em que me presto a usar esse tipo de transporte. Motorista de Kombi nenhum estudou Física, claro, do contrário lembraria daquela regrinha básica que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço. Visualizem a cena! Você está cansado, com pressa, doido pra chegar ao seu destino. Depois de horas esperando o ônibus que não veio, apela pra uma kombi xexelenta(arrrrgh!). O pão-de-forma maldito já está cheio (leia-se 3 pessoas por banco, fora umas 2 crianças de colo e muitas sacolas de Marisa, Supermercado Mundial, Magal, Di Santinni...), mas, apesar disso, o sem mãe do condutor continua parando de ponto em ponto e gritando: "Barrashopping, Dôntáaaaaun, Passarela da Barra". Abre parêntese. Outra questão que muito me intriga: que pronúncia é essa de Downtown??? Não dá pra entender! Se a criatura consegue pronunciar certo, mesmo que instintivamente, o "TOWN", por que também não fala direitinho o "DOWN"??? Meu Deus, é uma questão de lógica! Qualquer zebra em Inglês, como é o meu caso, tem a capacidade de deduzir isso!!! Ou não??? Fecha parêntese. Depois de vários pontos e algumas negativas de passageiros que se recusaram a ser uma das sardinhas do abundante recheio do sanduíche preferido do capeta, alguém resolve desafiar as leis da Física e embarcar, para alegria do condutor ávido por mais R$2, e desespero dos passageiros já "acomodados" (ou incomodados?). É aí que Murphy se delicia. Já repararam que quando o veículo já está cheio o passageiro sobressalente nunca é do tipo que ocupa pouco espaço? Magros não entram em Kombis cheias - eles não precisam provar nada pra ninguém. Mas toda baleia (que fique claro: eu sou uma baleiazinha filhote! Rs!) precisa se auto-afirmar fazendo-se caber onde já não há mais espaço nem pra um peixe-agulha!!! E ela ainda tem o poder de decidir os passageiros de qual banco vai apertar!!! E é claro que é sempre o meu. Outro dia quase perguntei ao motorista se eu poderia pagar meia passagem, já que só tive direito a meio lugar! Nobody deserves! Pior que isso só quando a baleia parece ter vindo diretamente da Baía de Guanabara. Não preciso explicar, né? Rs! Sério: morro de dó dos trabalhadores honestos que não têm outra alternativa de transporte. É carpete que pinica, banco despregado do chão, criança chorando e comendo cream-cracker misturado com a meleca que escorre do nariz, porta com defeito, baratinha francesa, CD da Cia do Calipso, calor enlouquecedor, barulho ensurdecedor, aquela luz de neon que alguém inventou que é bonita (quem foi??? Quem foi???)... "kombinação" perfeita! Olha... no inferno só deve ter Kombi!!! Acho bom eu tratar de ser uma mocinha bem boazinha, porque Kombi por toda a eternidade nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao! Rsrsrsrs!

sábado, 5 de abril de 2008

Quanto falta pra sua bomba?

Acredito demais em energia: das coisas, das pessoas, dos lugares, mas, principalmente, na energia que colocamos em nossos projetos para fazermos deles realidade. Embora aos olhos de alguns possa parecer auto-ajuda das mais baratas (mas danem-se esses alguns, pois considero que nada ou quase nada é completamente descartável...), há cerca de um ano li em "Tudo ou nada", livro de Roberto Shinyashiki, uma coisa pequena, mas que foi de fundamental importância pra que eu tivesse coragem de me livrar de certos apegos e dar à minha vida profissional o rumo que meu coração sempre indicou. Ele diz (já parafraseando alguém) que pra se fazer uma bomba atômica são necessários apenas 4Kg de urânio enriquecido: 3,999 Kg não adiantam, mas, colocando um grama extra, a coisa explode. Nem eu, nem Shinyashiki e talvez nem a primeira pessoa a proferir essas palavras sabemos se esses dados são cientificamente corretos (muito menos exatos!), mas isso pouco importa quando fazemos da bomba uma metáfora pra nossa vida, pras nossas grandes realizações: quantas vezes deixamos (ou deixaremos) nossos sonhos escaparem por falta de um mísero (mas indispensável!) grama de energia? Por cansaço, medo, decepção... Quantas vezes jogamos (ou jogaremos) o esforço de uma vida inteira fora quando faltava só um pouquinho... só aquele graminha sagrado??? Mas esse não é um post pessimista. Aliás, muito pelo contrário! Pensar na minha carreira como uma bomba quase atômica que precisava só de uns graminhas de energia extra pra explodir me encheu de força pra abandonar a segurança aprisionadora do emprego "careta", pra encarar um relativo perrengue financeiro, pra confiar no amor de quem me ofereceu respaldo, dar a cara a tapa, correr os riscos necessários e alguns simplesmente oportunos... sempre preferi a dor do NÃO à angústia do TALVEZ e não podia ser diferente especialmente com algo tão importante na minha vida. Fui à luta. Estou na luta. Minha bomba atômica ainda não está pronta, mas sinto que está bem encaminhada e que ainda tenho muita energia pra depositar nela, e isso me faz um bem imensurável.
E vocês? Vai um graminha extra aí???

terça-feira, 1 de abril de 2008

Comichão é masculino ou feminino???

É feminino, por mais estranho que pareça. Uma comichão. Foi o que me fez passar por cima de uma dor (inédita, inexplicável e quase insuportável) na coluna e ficar aqui, na frente do computador, por horas, tentando criar um blog novo e desenferrujar meu lado escritora, se é que me posso assim chamar. Xiiiii! E agora? É comichão de, comichão em, ou comichão para alguma coisa? (Na dúvida, use um sinônimo! Rs!) O fato é que me deu um desejo imoderado de voltar a escrever num blog. Não sei se ele durará tanto quanto o falecido "Ponto para as meninas", nem se será tão pop. Não sei se terei tanto tempo pra cuidar dele, nem tanto saco. Mas de que importa isso agora? Pra que sofrer por antecipação? O que sei é que estou satisfeita por ter atendido à minha inquietação, porque acomodação adoece e segurança aprisiona. E eu quero ser saudável e estar à mostra. Quero falar da minha batalha, das minhas conquistas, de coisas bobas que nos fazem pensar em coisas sérias, de sentimentos, de psicologia, de espiritualidade, de amenidades, ou do que mais der na telha e provocar comichão. Em mim ou em quem lê. Aqui vale tudo. Aqui o céu não é o limite.
Sejam bem-vindos ao meu novo blog! (Quem será o primeiro a comentar??? Rsrsrsrs!)


OBS: Esse post é datado originalmente de 30/03/2008. Ele e seus primeiros 11 comentários foram transferidos do blog do Terra pra cá, já que, falem a verdade, esse aqui ficou beeeem mais a minha cara! E ainda pode (e deve) mudar!